EcoNews Brasil - Fomentando a formação da consciência crítica e realista aos problemas sócios-ambientais.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

CARAJÁS - O NOVO ELDORADO DO BRASIL

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O Brasil, em sua divisão geopolítica, está em situação bem parecida com tantas outras – saúde, educação, segurança etc. - que precisam de uma reordenação. Os nordestinos, por exemplo, vivem à mercê da boa vontade dos representantes, que, toscamente, colocam no poder. Os nortistas estão no mesmo barco... Conheço a realidade dos dois lados e posso dizer que passou da hora de uma atitude. Atitude no voto! Voto e atitude têm muito a ver com o assunto que “agoramente*” me coloco a divagar (não confunda “divagar” com “devagar”). “Emboramente*”, esses temas, por “demaismente*” instigantes, me deixam com um ar muito “jacknicholsoniano”... Peço desculpas se, em algum momento, neste texto, os meus concidadãos percebam um leve esticar vertical para cima, no meu brasileiríssimo rosto brasilíndio.

Mapa Rodoviário do Pará - Mapa: Ministério dos Transportes

"Senhoras e senhores, vamos pôr de lado os entretantos e partir para os finalmentes*."... Pois, que mais um novo Estado, o CARAJÁS, parece muito próximo de sair do papel. E como tudo no Brasil é feito de modo muito “transparente e democrático”, para tornar-se um fato, aos “anais e menstruais” da História do Brasil, depende de voto. Mas, quem é que decide e escolhe o que, no Brasil? Ou melhor, para que se decide e escolhe, no Brasil, se “democraticamente” somos obrigados a votar? Voto, voto, voto! Poderosíssimo, esse pequenino nome, que já é complexo na sua definição - verbo reflexo; transitivo; intransitivo -, vai ficar neste contexto, como o grilo falante aos ouvidos do “Pinóquio”. Talvez, como as horrendas músicas pornôdestruidoras que, sutilmente, estão por todos os cantos da terra brasílis.

Bem, volto ao assunto, que me propus aqui tentar rabiscar, ou dedilhiscar, o novo e promissor Estado da Federação, CARAJÁS. Começo com o discurso do site oficial, do proposto Estado, www.estadodocarajás.com.br:

“A população quer avanços em termos de qualidade de vida. Quer poder contar com um ensino superior, com um bom emprego, com estradas dignas, com espaços para cultura e lazer. Quer viver dignamente.”

Seria perfeito se o interesse, pelo novo Estado, fosse social, humanitário... Enfim, um desses temas que realmente o povo brasileiro está necessitado, com “urgência urgentíssima”! E como disse o lendário Coronel “eleito”: - “É preciso garantir o depois-de-amanhã, para ter paz e tranqüilidade no agora*” (ele se referia a um cemitério... Eu me refiro quase a mesma coisa). O novo Estado pode virar uma promessa eleitoreira ao povo nortista - que apóia o desenvolvimento da região e espera, inocentemente, que as razões para o “separatismo” sejam para seu favorecimento - e tornar-se um “bem” obsessivo de “homens públicos” e de “altruístas empresários”.


 Rodivia PA-411 - Foto: Arquivo pessoal (07/2009)

Como estou sempre por aquelas bandas, do lado de lá do Rio Araguaia, digo ser verdade que está “deverasmente*”, precisada de uma repaginação - Mas, qual é o lugar no Brasil que não está? –. A rodovia PA – 411, que termina na rodovia BR – 158, é um pedaço de chão maltratado, por enormes carretas que transportam desde o “rebanho bovino”, a diversos produtos da região. Já ouvi, diversas vezes, que a verba para a pavimentação saiu há muito tempo. E já vi, diversas vezes, o patrolamento para melhorar o tráfego, todo início e fim das chuvas. Não posso esquecer que, além dos transtornos rodoviários, existe também a tal balsa, que faz a travessia do rio Araguaia para o outro lado, solo tocantinense. - Tenho até medo de pensar no desvio de verba que acontecerá, quando resolverem construir a ponte que ligará os dois lados! -.


 
Travessia do Rio Araguaia de balsa - Foto: Arquivo pessoal.

A região é linda, com um céu que parece tentar tocar o chão, de terras muito férteis. Em alguns lugares, não existe nem sinal do que já foi floresta. Só se vê algumas palmeiras e muito, mas muito capim, cultivado para engordar os pobres bois e o bolso de meia dúzia de “empresários” rurais. E também, não me venha com essa conversa que tem que fazer a reforma agrária. Balela! Conversa para a boiada do Pará dormir! Eu sou testemunha que, a maioria – maioria mesmo, de fato – recebe as terras e vende a preço de banana, logo em seguida. E quando não vende, tira até o último naco de madeira, sem dó, nem piedade.


“Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmentes*”, a reforma que o Brasil está precisando é mais complexa e “militantemente” necessária do que a agrária. Precisamos de uma reforma sócio-educacional, que precisa vir acompanhada de uma, quase overdose, de vergonha na cara.

“Dizem que o povo tem o representante político que merece.” Lembra da palavrinha que citei acima? Já esqueceu? Vou ajudar: - VOTO! Pois sim!

No site oficial do novo Estado, está descrito algumas das suas potencialidades:

• Consolidação de políticas públicas de implantação de infra-estrutura de transportes, energia elétrica, comunicação, saúde, educação média e superior, desenvolvimento econômico e social;
• Exploração ordenada dos recursos naturais e ordenamento da gestão ambiental;
• Ordenamento efetivo da política fundiária e agrária;

Quanta coisa bonita de se ler!

Apesar de ter certeza que os bons interesses, quanto a divisão do Pará é pura conversa, se tratando de Brasil, tenho que concordar com a necessidade de diminuir o Estado. O Pará é grande demais, e assim sendo, fica muito difícil controlar os maus cidadãos que migram para aquela região, afim de, alcançar a tão obstinada prosperidade.

Um exemplo é o Tocantins – onde nasci -. Quando era norte goiano, vivia à sombra, e das sobras, da região sul do Estado de Goiás. A divisão foi importante para o crescimento econômico e social do povo tocantinense. Apesar das batalhas políticas, financiadas pela ignorância popular, o desenvolvimento não devastou a pacata vida de interior, da maioria das cidades. Ao contrário, elevou o nível de conhecimento e informação. Apesar de que, muitos “sábios” brasileiros, ainda vêm o norte – aqui falando, particularmente, do Tocantins – como terra de gente ignorante. O afamado e pejorativo rótulo de “nortista”, que é usado, não para se referir ao povo do norte, que é sua verdadeira designação.

“Tenho cada vez mais certeza que o processo de urbanização, de migração do campo para a cidade, emburreceu uma considerável parte de brasileiros.”

Se, e somente se, houver fiscalização popular às ações separatistas, o Estado do Carajás, será mais que um cofrinho para enriquecer meia dúzia de oportunistas. Nós, O POVO – devemos lembrar que os políticos, nada mais são, que funcionários públicos, muito bem remunerados. Que esse poder todo que eles “pensam” ter, pode acabar, se os proprietários temporários – pois nenhum humano é eterno, nem fica para semente - deste pedaço de chão, chamado Brasil, tomar consciência de que o poder é nosso.

Quanto há algumas palavras*, que tive a honra de usar neste texto, são do ilustríssimo senhor “Coronel eleito pelo povo sucupirano”, Odorico Paraguaçu, filho de Eleutério e neto de Firmino Paraguaçu. Um “honestíssimo” político da história literária do Brasil, criação de Dias Gomes.
Qualquer semelhança “palavrial” usada por políticos brasileiros atuais é mera, meríssima, coincidência.


Deixo links para que, os interessados e/ou curiosos, possam saber mais “detalhes” sobre o novo Estado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ECORÁDIO BRASIL - Música para todas as tribos

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fred Mercury - Imortal


Foto: http://www.fanpix.net/picture-gallery/855/1193855-freddie-mercury-picture.htm


Em 23 de novembro de 1991, um dia antes de morrer, uma das vozes mais conhecidas do Planeta, Fred Mercury, anuncia ser portador da SIDA – Sindrome da imunodeficiência adquirida – ou, AIDS.

Fred Mercury , que tinha o poder de reunir multidões em suas memoráveis apresentações ao vivo, ao lado dos companheiros da Banda Queen, será lembrado, eternamente.

"Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart, now you leave me.

Love of my life can't you see,

Bring it back bring it back,

Don't take it away from me,

Because you don't know

What it means to me.

Love of my life

Love of my life"

A voz  lírica de Fred Mercury entoava Love off My Life - música dedicada ao grande amor de sua vida, a ex-namorada Mary Austin - no primeiro ROCK IN RIO, dia 11 de janeiro de 1985.